tenho um otimismo meio ingênuo.
existem certos momentos na vida em que sei o que vem pela frente. e dói saber que, por mais que eu queira e sonhe com uma possível melhora, esses momentos chegarão.
eu evito pensar que a espera está no fim e que o desfecho se aproxima. ou então, me imagino forte, com um auto-controle admirável sobre meu coração e sobre minhas possíveis reações.
após experiências sem-sucesso, além de ingênuo, vejo que meu otimismo é, também, um tanto quanto ilusório.
toda aquela força que eu esperava de mim mesma e todo aquele equilíbrio somem. a fragilidade e o descontrole se tornam amigos íntimos, me afetam e me acompanham bem mais do que eu gostaria.
os problemas parecem mutar, triplicam seu tamanho e, toda aquela força que a mim pertencia, é entregue de bandeja pros meus cruéis inimigos.
mas as coisas mudam, elas passam. ou, pelo menos, amenizam. eu não gosto de refutar, mas isso sempre acontece... nos textos, nas situações e, até mesmo, na vida.
com o tempo, vejo também que o meu amiguinho ingênuo e ilusório é persistente e muito mais potente que eu e meus problemas juntos.
o meu lado otimista acredita no meu lado derrotado, aposta na minha capacidade e me faz ver que, aquela máscara de menininha forte, se encaixa em minha face. então, eu me levanto. não da forma que eu imaginava, mas de uma forma mais humana, mais real.
é como nos exercícios de matemática, em que existem diversas fórmulas para resolvê-los. há quem escolha os mais complexos, há quem considere outros mais fáceis, ou todos difíceis. mas o que importa é que, de um jeito ou de outro, sempre chegamos no resultado correto.
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