5.3.11

esse é só mais um texto confuso com sentimentos complexos.

comecei a limitar minha alegria por medo de sofrer com as possíveis consequências que aparecem àqueles que comemoram antes da vitória... aí, então, percebi que ao conter meus sentimentos -mesmo que fosse só até poder, de fato, comemorar- eles sumiam. e o que merecia sorrisos e suspiros involuntários acabava passando em branco... a alegria -de tanto ficar guardada- murchava, sumia.
subjetivismo à parte, quero dizer que não adianta segurar os impulsos do meu coração e tentar fingir ser o que não sou. eu sei a dor de ser autêntica, mas sei, também, a felicidade e o contentamento que o meu ser me proporciona.


mesmo que eu venha a sofrer, o certo é permitir que minha alma seja verdadeira, sem máscaras ou características mal interpretadas pela minha insegurança incompetente. eu vou me doar de bandeja, ser intensa, correr riscos e parar de conter quem eu sou e o que devo demonstrar... alegria tem prazo de validade e deve ser usada de imediato, senão começa a desvanecer. 


e que se dane a prudência! no final, o propósito é sempre amar. e quando o assunto é amor, por ele, tudo se justifica.

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